sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mudança de fase

Hoje quando fui ao Rio, buscar a turma no Galeão, na estrada este
por do sol provocou redução da velocidade para muitos motoristas, sendo que alguns, eu inclusive, pararam seus carros um pouco. Por do sol, já vi belíssimos, como o de hoje até, sublimes, mas pessoas parando para contemplar, isso eu não costumo ver. Estão mudando os tempos? A beleza da natureza interfere na pressa ? As pessoas vão começar a olhar as estrelas, parar para ver a lua ?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

... PUUÁÁÁ!


Não é a primeira vez que as coisas vão dando p'ra trás, sem parar, enguiçando todos os domésticoeletricos, sucessivamente. São pouquissimos,mas mesmo assim...sem lavadora de roupa não dá. Como tambem o fogão que vazou gás até o dia que o técnico veio e fez parar de vazar só pelo olhar dele, pois não apareceu nenhum defeito. A lavadora é diferente, o defeito não desaparece nem após a troca de sucessivas peças. A câmera fotográfica apresenta uma mancha nas fotos, o carro precisa de consertos caros. Tema prosaico, parece. Acontece que é muito mais do que isso, espera de respostas importantes que não chegam, confirmação da traição por parte de parentes, a lista poderia seguir até ultrapassar o entediante. Mas descobri por experiências anteriores, e reconfirmada ontem/hoje, que o importante é se desesperar porque aí tudo muda. Gritar, contestar, blasfemar, desesperar e finalmente prostrar-me ante uma incipiente depressão. Imediatamente começam a chegar algumas boas notícias, reencontro amigos que nem esperava mais, a filha entra em fila de espera para Universidades, não foi eliminada, alguns negócios que estavam estagnados, repetinamente se resolvem, tudo hoje. Conclusão sábia: Da proxima vez não espero tanto para desesperar. Farei isso logo no comecinho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

nada de nada


Como tenho estado muuuito em casa e por alguma sorte um dos computadores vem funcionando, lento e travando, mas funcionando, ando passeando bastante por blogs. Em alguns que conheço a mais tempo ou onde uma forma de amizade estabeleceu-se, tenho lido como livro, inteiro, pedaço a pedaço, partes, como capítulos. E voltando a entrar em um monte de desconhecidos, por mera curiosidade. Descobertas? Quase tudo igual, ou melhor dizendo, grupos semelhantes, temáticas comuns, pràticamente relê-se argumentos, teses ou confidências. Afinal,somos todos, os humanos, tão semelhantes entre nós como raças de cães ou cavalos.Só que refiro-me a "raças psicológicas". Grupos comportamentais, encontrando-se ou não em confrarias. Ah! Que saudade de caminhar pela mata! Que necessidade de caminhar pelas matas!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Privilégios, ou crime e castigo?


Ontem acordei com os sons da natureza, saio da casa, vejo um amanhecer, privilegiadamente. Vento forte, como gosto. Cirrus e cúmulos, de rosa chegam ao dourado. Temperatura ideal. Sons de pássaros despertando, iniando a labuta. A lua, cheia, atenta, contempla.


Antes, à noite, permaneci horas deitada numa rede, ouvindo as cigarras e grilos , o vento forte nas árvores, enquanto contemplava a lua e seu brilho no mar...embalada pelo rumor das ondas.
E ainda, para estar lá, corri por algumas esplendidas rodovias brasileiras. E por algumas nem tão boas. Mas mesmo assim, viajar é bom. Muito bom.
Acontece que tinha por companhia também ELA. Que me atormenta, assusta pelo volume de recordações que desperta, tira minha calma, acelera a respiração. Não, não se trata de amor, mas de seu complemento. Aquele sentimento que diverge do amor, com tênue limite. E que recuso-me a nomear. A ausência da palavra talvez afete o sentimento. As recordações são todas ruins. Um enorme desconforto todo o tempo, a ponto de interferir sèriamente na perspectiva do prazer. Mais ainda da alegria. Felicidade, então? Eu passo toda a minha vida brigando com a natureza porque quero acreditar que a felicidade é possível e obrigatória. Mas não consigo abstrair-me ou melhor, livrar-me dessa contrapartida. Tá, essa questão da dualidade presente no Universo blá blá blá está p'ra lá de batida, mas mesmo assim preciso encontrar o caminho que quero percorrer. Eudaimonia.
Depois fui caminhar pelas redondezas.

Fim do Mes


Caiu a ficha: é ano novo mesmo, cheio de novidades, pelo menos passará mais rápido que os anteriores, é sempre assim, e muita coisa que esta desorganizada será arrumada, outros problemas e conflitos surgirão, outras soluções, e dentro de um ano como será que estarão as coisas e as pessoas?

Daí que torno pública agora minha resolução de ano novo : Tornar-me, de novo, autosustentável.
Isso vai modificar os indices de auto estima. Voltar a trabalhar depois de aposentada por tempo de serviço contado,( e mais o tempo que não pode ser comprovado) , vai fazer com que me sinta uma babaca, explorada pelo sistema, auto estima fortemente negativa)

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Dos cadernos


Nesses dias em que queria conversar comigo mesmo, voltei aos meus cadernos. Algumas vezes escrevo querendo eventualmente "ouvir" comentários, sem entonações, sob meu contrôle, de quanto eu aguento, etcétera, daí o escrever em publico, nestes blogs. Dialogar ao vivo ? Penso que fiquei lesada com a vida vivida, tenho medo de cara feia e de voz alta. Então, escrever em qualquer lugar onde, logo ou nem tanto, eu leia, releia, perceba com certo distanciamento, meus erros, meus limites, meus acertos e até algumas coerências é criativo. E, as vezes, estas conversas se dão solitárias, ensimesmada, as reflexões vagam lentamente, não dão forma a nada ou saem poesias dos pensamentos de quem não sabe poetar, e daí os cadernos. Muitos mesmo. Espalhados, enquanto escondidos, em diversos lugares de minha vida. Muitos queimados, totalmente destruidos, porque seu conteudo incomodava, ora minha mãe, ora um dos "companheiros" que escolhi na vida. Más escolhas...Mas isso é outro assunto. Afinal, de alguma forma, mesmo daí coisas boas surgiram. E de cadernos que ficaram na casa e dos que deixaram fragmentos na memória, além da poeira acumulando mais intensamente do que seria tolerável, tiro algumas vezes lições de mim para mim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

1 mes !

POW! BUUUMM !!!

BANG !!!

OOPSS! São fogos, comemoração por ter resistido muuuuito mais do que imaginava.

VIVA SANTA VANESSA!!!!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu, que sempre pautei a vida recusando-me ao comum, ao ordinário, de repente tornei-me um clichê.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

aiaiaiai...


Coisa rara, eu estar em algum lugar sem desejar movimento. Sem querer voltar para dar uma passada em casa e seguir para algum outro lugar. Estou aqui, na casa do André, onde me sinto imensamente à vontade, eu que sempre detestei calor, acostumei-me, em tres dias a derreter e até gostar disso. Eu que sempre detestei água fria, seja no mar ou em cachoeiras, (costumo amar contemplar, jamais entrar), tenho entrado no mar, penso até em aprender a surfar. Lógico que já vim aqui outras vezes. E a sensação é a mesma, porem cada vez mais forte. E nas duas últimas, meu poderoso carro-velho quebrou no caminho. Acho que ele também não quer voltar para lá. Bem, conformemo-nos, eu e o carrão, pois falta agora muito pouco para uma mudança definitiva. Assim espero, desejo e tenho providenciado, Amem.

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Gente lesa gera gente lesa

(hshshs - Li no orkut do Marzano e ri muito)

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Crônica sobre o quase nada


Sábado com sol e vento. Os sons habituais da vizinhança urbana, das ruas e da mata ao fundo da casa. O de sempre: carros e caminhões, crianças gritando em seus folguedos, bem-te-vis,sabiás, cambachirra, outros que não identifico, nem o som, nem a ave, apenas ouço e me deleito. Cigarras, grilos, sou uma privilegiada na vida. Mesmo os momentos de dor ou angustia, mesmo os grandes desesperos, foram até agora superados e tiveram alguma contrapartida. Deixando sequelas, é claro, algumas imperceptíveis, outras bastante graves, determinantes de quem me torno, com certeza. Pois é assim que venho crescendo, aos solavancos. Ah! não, a imagem que me ocorre não é uma senoidal, não há suavidade nas transições entre os extremos alcançados pela linha traçada, apenas transições súbitas, abismos, penhascos, despenhadeiros. Talvez por isso eu goste tanto de montanhas, espelho-me nelas, metáforas de minha vida. Tanto como Sísifo, as vezes Prometeu, outras, o Eremita; buscando a sabedoria, tentando alcançar Zaratustra, ora apenas uma caminhante. Sinto em suas faldas, as certezas que procuro e sei que não existem, e que se desprendem, rolam, como as rochas sob pés descuidados. Talvez por isso eu não encontre meu lugar, meu lar, não consiga fazer minha casa, me prendo, sem raizes, com gavinhas, e rompo, e sigo, e volto...
Não posso fugir pelas estradas, estou presa... a meu passado, a meus ancestrais, às minhas incertezas. Estou exclusivamente comigo mesma, sem disfarces, sem linhas de fuga, sem rotas de fuga, com linhas de rugas, mas não deveria ser sempre assim? Isso não deveria produzir lágimas ou dor! Tudo é temporário, transitório e, paradoxalmente, permanente e definitivo. O que voce se torna, as pegadas que voce deixa, como a sua historia e marcas deixadas na vida, nos outros, acabam se apagando. Vou me diluindo na imagem que produzo de mim. E quem sabe encontre alguma tranquilidade ou certeza.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TAO


Não há dúvidas que o Universo mantem um estado de equilíbrio dinâmico, situando-se precària e firmemente entre os extremos, a dualidade, o yin/yang.
Estou em uma fase onde parece que o ... universo conspira contra mim. - onde escrevi universo, com minúscula, pensei em: criador, controlador, artesão (o grande), Princípio, - não encontrando um termo para a IDEIA, mas com certeza, algo no fundo de minha razão, mente, alma, rejeita o acaso como causa. Sim, porque no meu mundo, tudo deve ter uma ou multiplas causas. Aristotélico? Talvez. Ou, certamente! Mas é como sou capaz de perceber o mundo. Ou como fui treinada. Mesmo nesta fase, onde isso, um Inominável e Incompreensível está conspirando para testar meus limites, quem sabe levar-me algum outro estado de percepção, conhecido como loucura ou uso/abuso de drogas lícitas como ansiolíticos e antidepressivos... ihrc/esconjuro . Confio, (e nem sempre) que vou dar conta, afinal construi para mim um sistema de crenças que me ampara e até conforta, mesmo mantendo sempre uma postura crítica, talvez fundada numa ausência de fé. Então, creio na ÉTICA como movente ideal. Mas que algo conspira contra minha tranquilidade, isso é verdade. Poderia enumerar aqui, em longa lista, a sequência de circunstâncias que tem me envolvido, mas tenho tentado não falar muito do ruim, do mal. Existe uma expressão no conteúdo de uma doutrina que conheço, que diz que se deve evitar o "correio da má notícia", que é na verdade mais do que isso, trata-se de espalhar fofocas, mas trata também de divulgar e fazer crescer o mal através da divulgação dos atos maus. Como um fermento.
Aceitação com certa tranquilidade do que tem acontecido? Tá, pois eu não fui à Devon, à Findhorn, Escócia E Grécia? Um presente desses, traz consigo uma necessidade de compensação, de ponha-se no seu lugar, não perca a Concentração e, menos ainda, a Atenção. É necessário o equilíbrio. Então tá bom!

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fim de Ano, Ano Novo

(foto: Loch Ness, Scotland, 2009)
Os netos foram para o Acre. Eu fiquei, e pior, ganhei prisão domiciliar, para cuidar da antiga carcereira de outros tempos. Volta, tudo volta, o eterno retôrno, seria esta a concepção de Nietzsche?
Eu pensava sèriamente que não teria que enfrentar esta passagem. Afinal, já fiz tanto por ela e pelos irmãos mais novos, tanto quanto pude, resisti ou fui capaz. Mais um pouco, até. Ao ponto de, atingida definitivamente, não conseguir superar as sequelas. Mas pensava ou desejava, talvez, estar fora disso. O carma, já assumira levar para uma próxima vida, tanto não tenho mais coragem de conviver, menos ainda de tentar resolver. Menos? Impossível, mesmo, estava num ponto bom para a vida futura, as emoções estavam mornas e nem tenho como acreditar que esta é uma excelente oportunidade que a Vida me dá para resolver, pois no ponto da estrada em que estou, só vislumbro um retrocesso, uma marcha-a-ré, uma derrapagem para tras. Não vejo possibilidades de suportar com dignidade, para mim e para ela. Prisioneira da torre, virei personagem de estórias de bruxas e fadas (onde encontro destas?)
Nem posso ir até algum jardim; de onde veio, as referências são de que põe a si e aos outros em risco. E eu fico mortalmente ferida quando presa a raízes ou quaisquer amarras.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Por que sumi?


Fora uma série de panes no meu sistema de acesso à rede, e que me acarreta uma certa dependência de outros - digo filhos, que teriam mais facilidade para resolver, mas que na verdade não tem tanta disponibilidade assim, então, permaneço de PC-Amiga, ou será PC-Inimiga, usando aparelhos que o nome já diz, serem "pessoais" o que sem duvida alguma me deixa constrangida. Mesmo quando se tratam de filhos, os proprietarios e usuarios das maquinas que venho usando, enquanto experimento o ser uma excluida-digital. E penso, o que é pior? Nunca ter experimentado? Hoje não me faria falta, eu não sentiria saudades dos amigos que fiz aqui. Mas tambem não teria experimentado esta vivencia, seria sem duvida, mais pobre e, talvez, menos carente. Necessario explicar? Mais pobre, com menos conhecimento. Carente, porque ao conhecer, passo a necessitar de mais daquilo que conheci. (Quando é bom ou eu gosto, lógico, né).
Mas sumi tambem porque outras necessidades se apresentaram. Entre elas, uma daquelas que foi teve que voltar, isto dá trabalho, preocupação, gera raiva dos responsáveis. Ou seria IRRESPONSÁVEIS? Mas tudo isso consome tempo, que já estava escasso. Raiva diminui sua capacidade de ação. Principalmente, quando teve que ficar contida, não pôde ser manifestada, até porque o evento já era esperado, de alguma forma, pois quem promoveu já tem história de criar confusão por egoismo ou vaidade. Pena. Podiam ter mudado a escrita da história, podiam ter se apresentado como seres éticos. Mas não, o que manda neste mundo, para a maioria das pessoas é o " dar-se bem" seja as custas de que ou quem. Em cargos publicos, seja na Família, os seres humanos repetem sempre seus padrões. Isso é a condição humana. Traição.
Sumi tambem porque foi necessário reconstruir parte de uma vida, em tempo exíguo, pois senão grandes danos decorreriam. E consegui. Ou, pelo menos, estou conseguindo. Equilibrar mais uma função para beneficio de outros. Mas confesso que enquanto faço, quem se beneficia sou eu, pois gosto muito de tudo isso.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Duvidas de hoje


Tenho o direito de ser paranóica? Posso desconfiar das verdades ditas pela mídia ou políticos, sem que me sinta um ser doente por isso? Como confiar em quem mente frequentemente? Posso evitar expor-me a situações de potencial risco quando dizem que não há risco algum? Se alguem me alerta sobre algo que eu desconhecia, é um sinal, ou puro nada a ver? Ignorar um aviso pode ser ignorancia ou falta de responsabilidade? Agir ou esquivar-me, o que me trará mais arrependimento?

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segunda-feira, 25 de maio de 2009


Quanta pretensão, achar que eu poderia apontar os caminhos mais fáceis, retirar as pedras das trilhas que voces terão que percorrer. Ao pretender isso, nessa minha arrogância, quem sabe terei acrescentado mais uma ou outra rocha que voces terão que ultrapassar. Já são todos capazes para as próprias escolhas. Mostrei meus mapas e caso queiram revê-los, é só sentar-se comigo, em alguma cadeira, ou banco, mesmo o do carro, enquanto seguimos alhures, quem sabe eu já tenha crescido o bastante para conseguir tambem ver os mapas de voces. Preciso tranquilizar-me. É fundamental reduzir a minha angústia ante as perspectivas dos caminhos que escolhem. Apenas abrir meus braços, no Amor de voces. E colocar-me a disposição, caso seja necessário. No caminho do meio. Descobrir verdadeiramente o TAO. A não ação. Apenas reação solicitada.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Bom dia !


Passando hoje por esta casa, aproveito para desejar a voces um EXCELENTE DIA, cheio de coisas boas e desejadas e atos corretos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

BOM DIA


( Estas, que me acompanham a décadas, posso levar aonde eu for)

E eu NÃO gosto mesmo quando descombinam qualquer coisa comigo em cima da hora, porque deixei de fazer outras coisas, fiz programação dependendo do combinado. Só aceito bem quando há motivo justo e não por futilidades. Estou brava mesmo. Aguardem!
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia das Mães


Dia das Mães em Viçosa, com o batismo do neto. Em cima da hora para a viagem, Dona Therezinha, a mãe, therezinhou e desistiu de ir. Frustrou(?) filhas, netos(as), bisnetos. Nem tanto. Quem ia sentiu alívio, é certo. Quem aguardava, também. A Mana, porem ficou muito mal. Contava já com a tranquilidade de um Dia sem ela, de estar em casa em paz. Esquecemos que sua tática é sempre a mesma. Diz sim, permite preparativos e na hora H, quando eu já estava no portão para buscá-la, alega algum mal estar ou doença incompatível e resolve não ir. Caso haja insistência, pode ficar agressiva e produzir outros danos. A Mana chorou, desesperou-se. Eu sem poder fazer nada, a Mãe alegava diarréia copiosa, incompatível com a viagem programada. Eu sem poder fazer nada porque minhas emoções remetiam a minha adolescencia, a minha vida inteira, quando ela afirmava e fingia(?) estar passando muito mal para queu eu, pronta para ir a algum lugar que me era importante, não o pudesse fazer mais. Quanta frustração acumulada. Com fui determinada, constituida pelo acumulo da dor que isso me causava. E sabia, intuia que sua doença não era do corpo. Até hoje, madura, ainda penso que é fingimento, que depende de sua vontade. Não consigo crer com o coração que é um processo neurótico, psicótico. É uma psicopata. Mesmo. Se alimenta da dor que causa. Meus pensamentos buscam ver a doença, só encontro a maldade. Pobre de minha irmãzinha, pobres de suas filhas que a tem em sua casa. Mas confesso minha incapacidade e fraqueza para lidar com isso.
No entanto, poucos dias atras ela viajou comigo até a casa de um neto. Viagem relativamente tranquila, não fosse minha apreensão. Tranquila mesmo, com apenas alguns pequenos delírios de avaliação em seu discurso, que não comprometeram os dias, a viagem, as duas presas em um carro por quilômetros, horas. Mas não havia uma data a comemorar. Um dia da mães para dar outro valor ao dia. Ou aniversário, qualquer data onde se espera ou deseja algo a mais alem de um dia comum. Sempre, e sempre mesmo, a Mãe fez de datas especiais um inferno a ser esquecido. Casamentos, formaturas, pequenos eventos em casa. E jamais concedeu aos filhos um abraço, um carinho.
Manos e Mana, crescemos e vivemos sem mãe e pior, com ela. Sentimos inveja de todos que conhecemos que têm ou tiveram mãe. Nossos filhos cresceram sem avó e pior, com ela. Vivemos quase toda a vida, afastados uns dos outros, física e afetivamente devido as intrigas que ela plantou. Mas nos reencontramos, nos descobrimos, sequelados sim, mas constituimos nossas familias por sobre nossos cacos, sentimentos despedaçados. Com o tempo, aprendemos até a amar. Alguns dentre nós não conseguimos aprender a ser amados, encontrando ou buscando parceiros para a vida que renovaram as agressões ou desprêzo sofridos. Mas seguimos adiante, superando bravamente essas condições. E aqui estamos.
PS: Não sei como ajudar a Mana que está em frangalhos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dia das Mães

Passei com a filhas, os filhos não puderam viajar. Neste dia, para aumentar a alegria, foi realizado o batismo do Davi.

Cerimônia linda e emocionante.
Com ele foram batisados tres amigos, o Rafael, o Pedro e a Iris. Batismo na Doutrina Cristã, com o Sacramento do Santo Daime.








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sábado, 9 de maio de 2009

Oração do dia


De agradecimento, por tudo que recebi.

Em especial, pelos meus filhos e filhas, por seus companheiros e companheiras, pelos meus netos. Agradeço por seu bom caráter, pela sua saude, por suas conquistas.

Agradeço pela força e saude com que fui agraciada e que me permitiram chegar onde estou. Agradeço pelas oportunidades de crescimento, que se foram muitas vezes dolorosas, foram acompanhadas pelo consolo da certeza de um futuro melhor.

E agradeço ainda pelos bens materiais, sempre suficientes para as necessidades, e pelas oportunidades de entender que mais não era necessario ou poderia ser prejudicial.

Agradeço pela vida.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dá trabalho...


Fazer mudanças, sejam elas no plano material e nesse incluo o mental, ou no psicológico, espiritual, é algo muito difícil. E este plano, chamado virtual não é excessão à regra. Então uma fase o onde pretendo mudar drasticamente, em todos os planos, nossa! Dá trabalho.Porém como sempre que mudo, de casa, por exemplo, o fiz gradativamente, levo em geral cerca de um mes no processo e muito mais para finalizar, organizar, por que fico agora impaciente em meio a tantas mudanças que me propus, ou que me estão sendo apresentadas pelo "destino"? Tá bem, respondo, impaciência é o meu nome. Mas é fundamental que eu me situe dentro de uma lógica de possibilidades, sem pretender mais do que cada momento ou circunstâncias permitam. Como dizem, um passo atras do outro, um dia de cada vez e carpe diem.

sexta-feira, 24 de abril de 2009





Para se ter uma ideia correta sobre a nossa própria importância,todos deveríamos ter um cão para nos venerar e um gato para nos ignorar. (Dereck Bruce)

PS: Já tive muitos gatos mas hoje só tenho cães, que por serem muitos, impedem a possibilidade de gatos, aqui. Este da foto, uma gata, na verdade é da Patrícia e está na casa do Tote.
Ou será que não tenho gatos atualmente porque preciso ou quero ser sòmente adorada?

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quarta-feira, 22 de abril de 2009



Acabo de chegar da "cidade". Para resolver pendencias em bancos e repartições publicas e privadas. Primeira dificuldade: sair de casa de carro, com os cães que fogem ao abrir o portão e levo cerca de 10 minutos para traze-los para casa novamente, gostam de explorar os arredores, vão inspecionar os depósitos para recolhimento do lixo e farejar ratos entre o jardim que margeia o rio, em rua de transito veloz e pràticamente constante. Desanimada, hoje, opto pela alternativa - transporte público - e me descubro sem $$$$ .Palavra feia para a aposentada que está indo à cidade para obrigatòriamente, sob pena de suspenção do benefício - outra palavra feia já que sou beneficiária de um direito - como se direitos pudessem ser não concedidos - e assim o é, mas, recadastrar junto ao serviço regulador de sua aposentadoria. Decido caminhar. Afinal, hoje é o Dia da Terra.
Pouco tempo basta para um corpo afastado de uma determinada atividade ficar restrito em suas capacidades funcionais. Em pouco tempo doem-me as panturrilhas. Pouco mesmo, menos de 1km já doi tambem a articulação coxofemural esquerda. Nenhuma novidade. Não é só sedentarismo ou a idade a avançar, mas um problema cronico recurrente do aparelho locomotor. Com a dor, o andar se torna gingado o que força outras articulações, tendões, musculos, começam outras pequenas dorezinhas. Percebo minha cabeça, meu pescoço e ombros. Caidos para a frente, contraidos em tensão, urbana e íntima. Stress tambem cronico. E sinto a respiração curta, quase ofegante, pesada. Então lembro-me de um exercicio, dos tempos de estudos em terapias orientais. Alinho-me a um eixo perpendicular à Terra. Lentifico e aprofundo a respiração, respirando com o pulmão inteiro, até o ápice. Sincronizo a respiração com as passadas. Uma inspiração, quatro passadas, uma expiração, quatro passadas. Mudo a atençao, o pensamento que estava concentrado nas pernas e suas dores, para um centro, Hara, entre o umbigo e pubis que é assim impulsionado para a frente, como se dali se movesse o corpo. Uma inspiração, quatro passadas, uma expiração...e nem sinto mais dor, as pessoas que moviam-se proximas a mim, ficam para tras. HuáHuáHuá! Tinha quase me esquecido como isso é divertido! Andei tudo que precisava, ida e volta 7km, mais um vai e vem no centro da cidade, algumas coisas resolvidas, outras tomadas providencias para andamento.
As circuntancias determinam a pessoa ou ela é quem faz as circunstancias ?
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Em SPINOZA


AXIOMAS

(da "ETICA")

1. Tudo que existe , existe em si ou em outra coisa

2. Aquilo que não pode ser concebido por meio de outra coisa deve ser concebido por si mesmo

3.De uma causa dada e determinada segue-se necessàriamente um efeito; e inversamente, se não existe nenhuma causa determinada, é impossível que se siga um efeito

4. O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa e envolve este ultimo

5. Não se pode compreender, uma por meio da outra, coisas que nada tem de comum entre si; ou seja o conceito de uma não envolve o conceito da outra

6. Uma ideia verdadeira deve concordar com o seu ideado

7. Se uma coisa pode ser concebida como inexistente, sua essencia não envolve a existência.


(Daí seguem suas analises das proposições. Faço tambem, atrevidamente as minhas, que oportunamente venho escrevendo)
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

PARABÉNS DONA URTIGÃO!

Parabéns Dona Urtigão!
Sempre vemos por aqui homenagens pelos aniversários dos outros, mas hoje o dia é seu, portanto mamãe, se prepara porque quem vai ler é você!
Imagina uma pessoa que é cem por cento doação, essa pessoa é você.
Sempre vemos por aqui os caminhos por onde passou,as fotos que tirou e esses caminhos sempre, mas sempre te levam aos FILHOS e NETOS.
Uma pessoa que sabe das mazelas do mundo, faz sua parte e a dos outros. Criou filhos de sangue e vários do coração. Não só não se cansa de se desdobrar por nós como doa sua vida e o seu tempo por nós, muitas vezes sacrificandoa si mesma.
Agora tem netos...e deve ser uma delícia ser seu neto!Brinquedos,brincadeiras livros,viagens,...
A nossa educação nem se fala!Nos defendeu como uma leoa, ai de quem mexesse com os seus:as melhores escolas, as melhores faculdades, as melhores especializações...e algumas broncas porque ninguém é de ferro!E ter sete?Ahn?Sete,isso mesmo! Formados, educados e na medida do possível bem sucedidos.Só você mesmo!
Sempre acreditou em nós, em nossos sonhos e em nossos tombos. Mãe passa mertiolate.
Inteligentíssima!Dá até medo de falar besteira perto dela.
Quando está brava sai de baixo(medoooo),mas esquece no minuto seguinte.
Espetacular e justa com os irmãos e sobrinhos.
Um corre-corre com o carro pra lá e pra cá, não pára nunca!Ese dormir no carro? Socorrooooooooooo!HAHAHAHAHAHAHA!!!"A paisagem é belíssima!"
Respeita as diferenças e vê a beleza onde os outros não vêem. Sempre clicando com sua máquina perseguidora...
Amo você por tudo que você é, você é simplesmente incrível!
Que esse novo ciclo seja maravilhoso!
Mãe,nós te amamos!

17 de Abril...



...completo 57 anos. Muitos filhos, há mais de 30 anos. Variaram em numero ao longo da vida, houveram alguns temporários, de grande tempo ou curto. Alguns eu materializei atraves da maneira clássica entre seres não vegetais nem minerais ou fungos. Outros eu materializei apenas pelo pensamento, desejo, e vontade e...PLUFT surgiram a minha frente, em minha vida. Quantos? Ora, foram muitas crianças que cresceram e foram muitos adolescentes, que transformaram-se em muitos adultos...(que agora já tem tambem crianças...)
Trabalhei muito, por paixão e dever. Muito. Mesmo.
Me diverti muito.
Aprendi algumas coisas, desaprendi outras.
Até hoje, saldo fortemente positivo, em alta.

CHEGO NA MEIA-IDADE

Saldo aparentemente positivo, mas...
*Não exerço a justiça, me deixo ser vitimizada.
Justificativa: entendimento da moral cristão que manda dar a outra face e perdoar sete vezes sei-lá-quanto
*Não exerço a verdade, me escondo em subterfúgios e personagens.
Justificativa: acho que sem justificativas...
*Acabo sendo beneficiada sempre que tento exercer a caridade (mesmo que em tempo longo)
* Leis Mosaicas, quanto eu descumpri
* Krhysna quantas vezes fiquei presa ao modo da ignorancia, iludindo-me .
*Senhor Buda o quanto estive longe das Suas Verdades.
*Forças da Natureza, quantas vezes demonstrei pouco respeito ou cuidado.
Peço perdão, a mim mesma em primeiro lugar, pois sou quem mais perde com cada erro meu.
Peço perdão a todos e cada um que porventura tenha ofendido, manifestando minha intenção de reparar.
Não preciso pedir perdão aos Entes superiores, pois estes por serem superiores, prescindem disso.
No começo de um novo ano, que seja um Feliz Ano Novo, que o balanço ao final mostre-se como tem sido sempre, positivo, pois vivi, estou viva, aprendi, e acertei tambem




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terça-feira, 7 de abril de 2009


Um pc que com defeito me afasta dos amigos
Uma estrada que desmorona e faz com que fique mais longo o longo percurso até alguns queridos
Uma pessoa que me decepciona e que não vou abandonar.
Fontes de tristeza que deve ser logo superada.
PROCURO UMA CLAREIRA, UMA OCARA, UM ESPAÇO, PARA ENCONTROS E TROCAS

BEM VINDO !

AQUI SEGUEM OS RELATOS DAS MINHAS AVENTURAS E DESVENTURAS, SÒZINHA OU COM MINHA FAMÍLIA ONDE MUITOS NÃO GOSTAM DA MATA OU DE MIM.

Reinício em 11/02/2011