Ainda existem palavras que engoli
que precisam ser gritadas
Sair de dentro do peito, do estômago,
dos poros e dos ouvidos !
Na (des)razão fermentadas
existem palavras para sair.
Para que se saiba.
Finalmente
.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A FUGA

Andarilhos são sempre cinzentos.
A sua frente e por onde passaram
ficou a trilha cinzenta, rodovia
como o rastro de uma lesma.
Grudaram na trilha, o infinito
na esperança de um fim.

Velhas chaminés,
antigas imagens
nestas paisagens,
falsos falos falidos
de um capitalismo
cinzento opulento
perpetuado perpetrado.

Colorem-se as pessoas,
colore-se a roupa,
deseja-se apagar com isso a miséria em que a terra se tornou.
(na estrada, em 31/05/2010)
.
O PONTO
sexta-feira, 11 de junho de 2010
PAULICÉIA

Na Tietê, São Paulo marginal,
morta
As majestosas negras aves
não estão aí, não existem,
não há o que livrar da decomposição
corpos cadáveres apodrecendo
dos cães mortos nas sarjetas,
em fila
Correm e ou arrastam-se
os morto-vivos humanos
presos em seus reluzentes sarcófagos
de lata.
Vivendo em metal
correndo em vão.
Pensam que sabem para onde.
Pensam que sabem por que.
Correm pelo cinza-sangue da Terra
sangue endurecido
para servir aos que não vivem.
Sem brilho
enganam-se pensando que
certamente lhes brilhará a vida,
o destino, a felicidade.
Esta tambem ja nasce morta.
No cinza-chumbo do céu azul
que encobre uma cinzenta cidade
colorindo-se os corpos,
vestimentas,
os sarcófagos e as paredes,
como se assim fizessem desaparecer
a tristeza da existência inútil.
Que pensa que viveu.
31/05/2010.
Nas estradas
.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Linha de fuga

Sempre que estou perto, estou longe.
Por viver dividida, vivo também multiplicando-me.
Os caminhos que me levam, afastam-me.
A ponte é ao mesmo tempo rio.
Os lugares onde durmo são os mesmos que me tiram o sono.
Por isso minha alma e meu corpo não encontram paz.
Porque a paz de cá é a carência de lá. Angústia.
E lá é ao mesmo tempo cá, e lá, e cá, moto perpétuo.
Infinito. Ponto de vista. Depende de onde avisto.
Eterno e contínuo, continuo a busca.
E lá ou cá, não estou em nenhum lugar, porque estou em todos.
Lao Tse tinha razão ao afirmar para que não nos afastemos de onde nascemos.
Mas agora, que outros nasceram em outros lugares, como fazer?
Como viver, se a saudade é um pouco o morrer.
Como estar, se já quero ir, se ao chegar já é preciso partir.
.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O Papa em Portugal
ou, reflexões enquanto me transporto em alta velocidade por rodovias fluminenses.
Saí de casa ainda sob influência de uma série de questionamentos que li em blogs de colegas de lá de Portugal ou no facebook, sobre as providências tomadas quanto da visita do papa Católico e o que isso representou em termos de gastos públicos, alterações da ordem social, desconfortos, transtornos pessoais, etc, e como legítima representante do grupo que considera a instituição que se diz Igreja Católica um dano a humanidade, fundamentada no que nos conta a história, minha primeira vontade era comentar algo como " porque os católicos e o próprio Vaticano não arcam com estes custos", "porque fazer com que um estado combalido em suas finanças custeie, com recursos que poderiam, de alguma forma promover o bem estar social", e coisas do estilo. Adorei a expressão " Papaeuros". Mas abstive-me de comentar, afinal, nem sequer conheço Portugal e as poucas pessoas de lá com quem troco ideias acabam sendo selecionadas por alguma afinidade de pensamento, o anticlericalismo, por exemplo. Não seria portanto de meu direito, intrometer-me em assuntos digamos, de ordem pessoal. Mas a ideia fermentava, e nada como poder refletir, e melhor ainda, espalhar " ...no ventilador" e estes espaços daqui, são o próprio "ventilador". Só que enquanto dirigia, pensava: afinal, quer gostemos ou não, trata-se da visita de um Chefe de Estado. Poderia ser visita do Obama, ou de qualquer dirigente que agradasse uns e desagradasse outros. E quem convida, paga. E neste caso, o convidado é o Chefe de Estado Imperialista, de um antigo e vasto Império, que perpetua-se desta forma, onde milhões de pessoas espalhadas por inúmeros países têm dupla nacionalidade, ou seja, são portugueses e católicos, ou...brasileiros e católicos, e o frenesi que isto causa, maior do que a visita de qualquer outro chefe de estado a um país onde existam muitos imigrantes daquela nacionalidade decorre da expectativa de que aquele Império Romano Católico Apostólico determine a "verdade" em que acreditam, como única para todos, livrando-os do desconforto da duvida. Assim, o Papa visita sempre seu Império, marca presença, delimita território. E apoia ou não políticas internas e externas ( dos outros), além de lançar véus que obscureçam seus problemas internos ( do Vaticano) e de seus representantes - embaixadores?- no mundo
PS: Mas o que fizeram, afinal, dos pombos? Foram presos e depois soltos? Ou exterminaram todos, inclusive as Pombas da Paz? E aquelas que vejo que usam para representar o Espírito Santo ? O Santo de Assis, o Francisco, concordou com isso ?
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Oração a São Jorge
Eu estou vestido e armado com as roupas e as armas de São Jorge,
para que os meus inimigos tenham pés e não me alcancem,
tenham mãos e não me toquem,
tenham olhos e não me vejam,
e nem mesmo em pensamento eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão.
Facas e espadas, se quebrem sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes, arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deusde Jesus e da Falange do Divino Espírito Santo.
Salve São Jorge!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
TIM TIM POR TIM TIM
Como voces nunca viram aqui.
O mea culpa, ou melhor,
"O castigo vem a cavalo ".
( quem tiver paciência ou curiosidade, leia até o final, mas seguramente não vale a pena começar. Estou só dialogando comigo mesma , que talvez fale depois.
Acabo de "levar uma rasteira" ou sofrer uma boa decepção - coloquei a palavra boa onde não soube decidir entre grande ou média, mas seguramente acima de pequena. Daquelas que me fazem chorar e ranger dentes, esbravejar e praguejar. Além de coisas que podem ser tidos como blasfêmias, na hipótese de "Êle" existir ( eu eu aí de novo discípula de Pascal ). Vou contar do quase princípio ao fim, duas histórias entrelaçadas (no eixo principal, já que forma tambem vários eixos secundários).
Historia 1
Vou ao comecinho, a partida, já após as voltas de aquecimento, quando eu me encontrava a cerca de 7 anos com um imóvel comercial compartilhado com um ex. e vazio, sem rendimentos e com custos e que êle sempre dificultou e até impediu qualquer negociação, porque òbviamente, para ele não fazia diferença. Seria só isso mesmo, ou intento em prejudicar por diversão ?Finalmente decido transferir a propriedade, que eu herdara de meu pai, para minhas duas filhas mais novas, que por terem sido adotadas durante nosso...(casamento?) -apenas em meu nome porque ele...não sei, não quiz? - mas que o consideram pai e ele as chama de filhas. Assim elas iniciaram a pressão para a locação, que finalmente após exaustivas negociações, se fez com o mesmo candidato a inquilino de todos esses anos ( tem um negócio ao lado para ser expandido). Aí começa o erro, punido em uma outra história que começava a desenrolar-se a partir do terceiro quarto da anterior. Durante a elaboração do contrato confesso que exausta, negligenciei a celeridade esperada e necessária para qualquer comerciante. Deixei por conta delas todo o processo embora as vezes falasse, " ei, voces não vão...( cumprir a etapa seguinte) ?" e respondiam do lanche marcado com amiga , ou qualquer coisa equivalente. Eu esquivando-me de qualquer palavra ríspida, das tpm(s), porque sou sequelada de "rispidez alheia", porque fiquei cansada de coisas que podem ser evitadas, desviando-me, deixei que a chave fosse entregue no 5º dia de negociação e finalmente o contrato, indispensável para uma série de procedimentos legais, inclusive ligar a luz se fizesse após mais 5 dias.
História 2, tudo a ver
"Pré-história":
Problema 1 . Aposentada há tres anos, necessito voltar a trabalhar porque o vermelho bancario foi ficando maior e estou falida. Não quero voltar a trabalhar na minha cidade porque...não quero, alem do salario profissional ser tres vezes menor aqui do que em quase todas as cidades do país e há muitas bem próximas. Há vários meses atras recebi uma proposta de trabalho, interessante, negligenciei outras, posterguei e ...fui traida, o emprego não veio (viu, o cara, sei que voce tambem lê aqui, vá se... catar!) e eu fali.
Soluçao : mudança de casa e de cidade para um local mais favorável para minha recuperação financeira, melhores salários com melhores condições de trabalho. Os filhos vem me socorrendo, mas isso me deixa no vermelho de vergonha.
Problema 2. Como muitos já sabem, ganhei de presente de natal uma mãe rejeitada merecidamente por todos os seus filhos. Não posso deixa-la sem condições mínimas de bem estar, afinal, me cedeu o útero até que eu nascesse, mesmo tendo afirmado reiteradamente o quanto lamentava não ter abortado, ou talvez principalmente por isso, porque teve uma filha indesejada, que se tornou eu. Já acolhi estranhos, por diversas vezes, porque então ela não? ( tenho medo do futuro, de caso seja verdade que o carma ou o purgatório existam, ou que vire um obsessor, algo assim , mais do que tenho medo dela e do que sua presença me faz recordar, de tudo que passamos, os irmão, por conta dela). Preciso de uma casa para esta nova realidade, a tempo indeterminado.
Solução : mudança de casa e aumento dos rendimentos. ( O presente não trouxe bônus, exceto por uma contribuição financeira discreta, de parte do irmão que me trouxe o presente no meio da noite de Natal, a título de remorsos, acho.)
Problema 3.]Tenho 10 cães.
Solução: Não pode ser qualquer casa, já que não acredito no direito de manter cães presos e são três matilhas que não se suportam mùtuamente. Ei ! Isto aqui ainda é problema.
Problema 4.As filhas que moram comigo: a caçula prestou vestibular, aguarda resultados, não se sabe se vai ou se fica no núcleo. A outra precisa iniciar o ano letivo, 3º periodo em uma Universidade particular que tem uma rede ampla, mas reduz o raio de escolha, já que ela está estagiando cuidando remuneradamente da 'Vó, coisa que me considero incapaz, nem desejo, para o meu bem estar mínimo, considerando que terei de abrir mão de muitas coisas da minha boavidamaisoumenos que vinha levando. ( Já parei de chorar por conta disso: vou tentar acreditar que terei recompensa após a morte, esquecer que a boa ação deve ser executada sem esperar o fruto da ação, etc).
Solução: dependente dos problemas acima.
O castigo
ACHEI A CASA. Tenho urgência, o ano letivo já começou. Cadastros aprovados, vistoria feita de acordo, precisa reparos mas atende a todas as outras condições e necessidades, inclusive valor do aluguel, menor do que pago aqui. Boas perspectivas de trabalho na região, contatos feitos confirmados, do jeito que quero, extras e substituições. Sem escravidão. Pagam 4 ou 5 vezes mais do que aqui. Inicio imediato, no Carnaval . Adoro trabalhar em eventos! Apenas 200km daqui. Marcada entrega das chaves e assinatura do contrato para hoje. Sincronizo detalhes da mudança para o periodo do Carnaval, tenho que instalar-me rápido, o ano letivo já começou, há uma semana...Envolvo pessoas, logística complexa para a mudança dos cães, aciono pintura, etc para a casa velha, pagar dois aluguéis o menor tempo possível, estou falida, né. Tudo certo. Certo? A imobiliária respeitável em diversas cidades do estado, com sua origem na minha cidade, comunica que por excesso de trabalho, só poderão preparar o contrato e entregar as chaves após o Carnaval. Expliquei, pedi, sugeri pagar hora extra ao funcionário responsável, chorei mesmo, de desespero, ao telefone. Ouvi um pedido de desculpas, e só mesmo depois do carnaval, que será quando o meu filho que está assumindo o contrato, já que tem rendimentos muito superiores ao meu e é de fato quem assumiu minha moradia desde as minhas dificuldades, estará embarcado por quinze dias em plataforma petrolífera. -"Ah! Sem problemas, esperamos ele voltar" ( a casa precisa de muitos reparos, não é fácil alugar, mas me serve).
O ano letivo já começou. Faço a matrícula dela aqui e fico mais seis meses , desistindo por hora da mudança, ( voltar aos problemas, atentamente, todos) , não dá para continuar nesta casa, com ela-a mãe, a mais. Ou sem a cuidadora, ou...
"Aqui se faz, aqui se paga", castigo, não mais a cavalo, mas usando a velocidade das telecomunicações.
Mas não é p'ra todos,é?
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O mea culpa, ou melhor,
"O castigo vem a cavalo ".
( quem tiver paciência ou curiosidade, leia até o final, mas seguramente não vale a pena começar. Estou só dialogando comigo mesma , que talvez fale depois.
Acabo de "levar uma rasteira" ou sofrer uma boa decepção - coloquei a palavra boa onde não soube decidir entre grande ou média, mas seguramente acima de pequena. Daquelas que me fazem chorar e ranger dentes, esbravejar e praguejar. Além de coisas que podem ser tidos como blasfêmias, na hipótese de "Êle" existir ( eu eu aí de novo discípula de Pascal ). Vou contar do quase princípio ao fim, duas histórias entrelaçadas (no eixo principal, já que forma tambem vários eixos secundários).
Historia 1
Vou ao comecinho, a partida, já após as voltas de aquecimento, quando eu me encontrava a cerca de 7 anos com um imóvel comercial compartilhado com um ex. e vazio, sem rendimentos e com custos e que êle sempre dificultou e até impediu qualquer negociação, porque òbviamente, para ele não fazia diferença. Seria só isso mesmo, ou intento em prejudicar por diversão ?Finalmente decido transferir a propriedade, que eu herdara de meu pai, para minhas duas filhas mais novas, que por terem sido adotadas durante nosso...(casamento?) -apenas em meu nome porque ele...não sei, não quiz? - mas que o consideram pai e ele as chama de filhas. Assim elas iniciaram a pressão para a locação, que finalmente após exaustivas negociações, se fez com o mesmo candidato a inquilino de todos esses anos ( tem um negócio ao lado para ser expandido). Aí começa o erro, punido em uma outra história que começava a desenrolar-se a partir do terceiro quarto da anterior. Durante a elaboração do contrato confesso que exausta, negligenciei a celeridade esperada e necessária para qualquer comerciante. Deixei por conta delas todo o processo embora as vezes falasse, " ei, voces não vão...( cumprir a etapa seguinte) ?" e respondiam do lanche marcado com amiga , ou qualquer coisa equivalente. Eu esquivando-me de qualquer palavra ríspida, das tpm(s), porque sou sequelada de "rispidez alheia", porque fiquei cansada de coisas que podem ser evitadas, desviando-me, deixei que a chave fosse entregue no 5º dia de negociação e finalmente o contrato, indispensável para uma série de procedimentos legais, inclusive ligar a luz se fizesse após mais 5 dias.
História 2, tudo a ver
"Pré-história":
Problema 1 . Aposentada há tres anos, necessito voltar a trabalhar porque o vermelho bancario foi ficando maior e estou falida. Não quero voltar a trabalhar na minha cidade porque...não quero, alem do salario profissional ser tres vezes menor aqui do que em quase todas as cidades do país e há muitas bem próximas. Há vários meses atras recebi uma proposta de trabalho, interessante, negligenciei outras, posterguei e ...fui traida, o emprego não veio (viu, o cara, sei que voce tambem lê aqui, vá se... catar!) e eu fali.
Soluçao : mudança de casa e de cidade para um local mais favorável para minha recuperação financeira, melhores salários com melhores condições de trabalho. Os filhos vem me socorrendo, mas isso me deixa no vermelho de vergonha.
Problema 2. Como muitos já sabem, ganhei de presente de natal uma mãe rejeitada merecidamente por todos os seus filhos. Não posso deixa-la sem condições mínimas de bem estar, afinal, me cedeu o útero até que eu nascesse, mesmo tendo afirmado reiteradamente o quanto lamentava não ter abortado, ou talvez principalmente por isso, porque teve uma filha indesejada, que se tornou eu. Já acolhi estranhos, por diversas vezes, porque então ela não? ( tenho medo do futuro, de caso seja verdade que o carma ou o purgatório existam, ou que vire um obsessor, algo assim , mais do que tenho medo dela e do que sua presença me faz recordar, de tudo que passamos, os irmão, por conta dela). Preciso de uma casa para esta nova realidade, a tempo indeterminado.
Solução : mudança de casa e aumento dos rendimentos. ( O presente não trouxe bônus, exceto por uma contribuição financeira discreta, de parte do irmão que me trouxe o presente no meio da noite de Natal, a título de remorsos, acho.)
Problema 3.]Tenho 10 cães.
Solução: Não pode ser qualquer casa, já que não acredito no direito de manter cães presos e são três matilhas que não se suportam mùtuamente. Ei ! Isto aqui ainda é problema.
Problema 4.As filhas que moram comigo: a caçula prestou vestibular, aguarda resultados, não se sabe se vai ou se fica no núcleo. A outra precisa iniciar o ano letivo, 3º periodo em uma Universidade particular que tem uma rede ampla, mas reduz o raio de escolha, já que ela está estagiando cuidando remuneradamente da 'Vó, coisa que me considero incapaz, nem desejo, para o meu bem estar mínimo, considerando que terei de abrir mão de muitas coisas da minha boavidamaisoumenos que vinha levando. ( Já parei de chorar por conta disso: vou tentar acreditar que terei recompensa após a morte, esquecer que a boa ação deve ser executada sem esperar o fruto da ação, etc).
Solução: dependente dos problemas acima.
O castigo
ACHEI A CASA. Tenho urgência, o ano letivo já começou. Cadastros aprovados, vistoria feita de acordo, precisa reparos mas atende a todas as outras condições e necessidades, inclusive valor do aluguel, menor do que pago aqui. Boas perspectivas de trabalho na região, contatos feitos confirmados, do jeito que quero, extras e substituições. Sem escravidão. Pagam 4 ou 5 vezes mais do que aqui. Inicio imediato, no Carnaval . Adoro trabalhar em eventos! Apenas 200km daqui. Marcada entrega das chaves e assinatura do contrato para hoje. Sincronizo detalhes da mudança para o periodo do Carnaval, tenho que instalar-me rápido, o ano letivo já começou, há uma semana...Envolvo pessoas, logística complexa para a mudança dos cães, aciono pintura, etc para a casa velha, pagar dois aluguéis o menor tempo possível, estou falida, né. Tudo certo. Certo? A imobiliária respeitável em diversas cidades do estado, com sua origem na minha cidade, comunica que por excesso de trabalho, só poderão preparar o contrato e entregar as chaves após o Carnaval. Expliquei, pedi, sugeri pagar hora extra ao funcionário responsável, chorei mesmo, de desespero, ao telefone. Ouvi um pedido de desculpas, e só mesmo depois do carnaval, que será quando o meu filho que está assumindo o contrato, já que tem rendimentos muito superiores ao meu e é de fato quem assumiu minha moradia desde as minhas dificuldades, estará embarcado por quinze dias em plataforma petrolífera. -"Ah! Sem problemas, esperamos ele voltar" ( a casa precisa de muitos reparos, não é fácil alugar, mas me serve).
O ano letivo já começou. Faço a matrícula dela aqui e fico mais seis meses , desistindo por hora da mudança, ( voltar aos problemas, atentamente, todos) , não dá para continuar nesta casa, com ela-a mãe, a mais. Ou sem a cuidadora, ou...
"Aqui se faz, aqui se paga", castigo, não mais a cavalo, mas usando a velocidade das telecomunicações.
Mas não é p'ra todos,é?
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Eu sabia, mas não sabia
Ou, eu sabia mas não conhecia, dando a 'conhecer' o sentido de... conhecer. Então, quando aprendia, por métodos mentais, sobre algum tema, a dor, ou o medo, ou como são doloridas as relações familiares pelos karmas que trazemos, nunca consegui atingir a compreensão do significado intenso e extenso do conceito, embora tivesse alcançado uma perfeita compreensão intelectual da coisa pensada. Mas quando vivi o medo, ou dor, no meu corpo e alma, tornei-me capaz de compreender, e apreender em cada célula de meu corpo, aquele conceito. E penso que entendo com isso o que pode acontecer nos verdadeiros trabalhos espirituais, seria essa apreensão do conhecimento sem a vivência no nível material. Marcar sua vida com aquela compreensão, sem ter sido necessário vivê-la. É isso o que quer dizer "atalho", acelerar os passos do caminho, até suprimir alguns, para se estar adiante no desenvolvimento pessoal. É isso que a meditação faz, por exemplo. E eu não medito, não me prostro em orações ou me dedico a trabalhos espirituais. Transporto tudo para o campo das experiências físicas. Me descubro empirista. Assim, transformei a oração em serviço ao outro, mas quanto aos trabalhos ou meditação - exige esforço, tempo, dedicação, é um trabalho também -, aí é que talvez eu tenha escolhido a forma mais dolorosa , a da experiência, que acarreta esses altos e baixos, ires-e-vires constantes em minha vida. Como cabe a espíritos primitivos, em desenvolvimento incipiente. Este apego ao plano material , que me condiciona, me impede de ter asas e de ter voos mais altos.
" Ó Impecável, o modo da bondade, sendo mais puro que os outros, ilumina e livra a pessoa de todas as reações pecaminosas. Aqueles que se situam nesse modo desenvolvem conhecimento, mas ficam condicionados pelo conceito de felicidade "
(Bhagavad-Gita, 14/06)
Ou seja, não há liberação.
Tenho que tentar outros caminhos. Se serão mais suaves, não sei. É hora de mudar, o Tempo exige, urge , ruge (ameaça). Mas onde e como me apoiar para dar o salto? E de onde tirar Força e Vontade, já que estes me parecem atributos já da próxima fase.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Mudança de fase
Hoje quando fui ao Rio, buscar a turma no Galeão, na estrada este por do sol provocou redução da velocidade para muitos motoristas, sendo que alguns, eu inclusive, pararam seus carros um pouco. Por do sol, já vi belíssimos, como o de hoje até, sublimes, mas pessoas parando para contemplar, isso eu não costumo ver. Estão mudando os tempos? A beleza da natureza interfere na pressa ? As pessoas vão começar a olhar as estrelas, parar para ver a lua ?
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
... PUUÁÁÁ!

Não é a primeira vez que as coisas vão dando p'ra trás, sem parar, enguiçando todos os domésticoeletricos, sucessivamente. São pouquissimos,mas mesmo assim...sem lavadora de roupa não dá. Como tambem o fogão que vazou gás até o dia que o técnico veio e fez parar de vazar só pelo olhar dele, pois não apareceu nenhum defeito. A lavadora é diferente, o defeito não desaparece nem após a troca de sucessivas peças. A câmera fotográfica apresenta uma mancha nas fotos, o carro precisa de consertos caros. Tema prosaico, parece. Acontece que é muito mais do que isso, espera de respostas importantes que não chegam, confirmação da traição por parte de parentes, a lista poderia seguir até ultrapassar o entediante. Mas descobri por experiências anteriores, e reconfirmada ontem/hoje, que o importante é se desesperar porque aí tudo muda. Gritar, contestar, blasfemar, desesperar e finalmente prostrar-me ante uma incipiente depressão. Imediatamente começam a chegar algumas boas notícias, reencontro amigos que nem esperava mais, a filha entra em fila de espera para Universidades, não foi eliminada, alguns negócios que estavam estagnados, repetinamente se resolvem, tudo hoje. Conclusão sábia: Da proxima vez não espero tanto para desesperar. Farei isso logo no comecinho.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
nada de nada

Como tenho estado muuuito em casa e por alguma sorte um dos computadores vem funcionando, lento e travando, mas funcionando, ando passeando bastante por blogs. Em alguns que conheço a mais tempo ou onde uma forma de amizade estabeleceu-se, tenho lido como livro, inteiro, pedaço a pedaço, partes, como capítulos. E voltando a entrar em um monte de desconhecidos, por mera curiosidade. Descobertas? Quase tudo igual, ou melhor dizendo, grupos semelhantes, temáticas comuns, pràticamente relê-se argumentos, teses ou confidências. Afinal,somos todos, os humanos, tão semelhantes entre nós como raças de cães ou cavalos.Só que refiro-me a "raças psicológicas". Grupos comportamentais, encontrando-se ou não em confrarias. Ah! Que saudade de caminhar pela mata! Que necessidade de caminhar pelas matas!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Privilégios, ou crime e castigo?

Ontem acordei com os sons da natureza, saio da casa, vejo um amanhecer, privilegiadamente. Vento forte, como gosto. Cirrus e cúmulos, de rosa chegam ao dourado. Temperatura ideal. Sons de pássaros despertando, iniando a labuta. A lua, cheia, atenta, contempla.
Antes, à noite, permaneci horas deitada numa rede, ouvindo as cigarras e grilos , o vento forte nas árvores, enquanto contemplava a lua e seu brilho no mar...embalada pelo rumor das ondas.
E ainda, para estar lá, corri por algumas esplendidas rodovias brasileiras. E por algumas nem tão boas. Mas mesmo assim, viajar é bom. Muito bom.
Acontece que tinha por companhia também ELA. Que me atormenta, assusta pelo volume de recordações que desperta, tira minha calma, acelera a respiração. Não, não se trata de amor, mas de seu complemento. Aquele sentimento que diverge do amor, com tênue limite. E que recuso-me a nomear. A ausência da palavra talvez afete o sentimento. As recordações são todas ruins. Um enorme desconforto todo o tempo, a ponto de interferir sèriamente na perspectiva do prazer. Mais ainda da alegria. Felicidade, então? Eu passo toda a minha vida brigando com a natureza porque quero acreditar que a felicidade é possível e obrigatória. Mas não consigo abstrair-me ou melhor, livrar-me dessa contrapartida. Tá, essa questão da dualidade presente no Universo blá blá blá está p'ra lá de batida, mas mesmo assim preciso encontrar o caminho que quero percorrer. Eudaimonia.
Depois fui caminhar pelas redondezas.
Fim do Mes

Caiu a ficha: é ano novo mesmo, cheio de novidades, pelo menos passará mais rápido que os anteriores, é sempre assim, e muita coisa que esta desorganizada será arrumada, outros problemas e conflitos surgirão, outras soluções, e dentro de um ano como será que estarão as coisas e as pessoas?
Daí que torno pública agora minha resolução de ano novo : Tornar-me, de novo, autosustentável.
Isso vai modificar os indices de auto estima. Voltar a trabalhar depois de aposentada por tempo de serviço contado,( e mais o tempo que não pode ser comprovado) , vai fazer com que me sinta uma babaca, explorada pelo sistema, auto estima fortemente negativa)
.
Dos cadernos

Nesses dias em que queria conversar comigo mesmo, voltei aos meus cadernos. Algumas vezes escrevo querendo eventualmente "ouvir" comentários, sem entonações, sob meu contrôle, de quanto eu aguento, etcétera, daí o escrever em publico, nestes blogs. Dialogar ao vivo ? Penso que fiquei lesada com a vida vivida, tenho medo de cara feia e de voz alta. Então, escrever em qualquer lugar onde, logo ou nem tanto, eu leia, releia, perceba com certo distanciamento, meus erros, meus limites, meus acertos e até algumas coerências é criativo. E, as vezes, estas conversas se dão solitárias, ensimesmada, as reflexões vagam lentamente, não dão forma a nada ou saem poesias dos pensamentos de quem não sabe poetar, e daí os cadernos. Muitos mesmo. Espalhados, enquanto escondidos, em diversos lugares de minha vida. Muitos queimados, totalmente destruidos, porque seu conteudo incomodava, ora minha mãe, ora um dos "companheiros" que escolhi na vida. Más escolhas...Mas isso é outro assunto. Afinal, de alguma forma, mesmo daí coisas boas surgiram. E de cadernos que ficaram na casa e dos que deixaram fragmentos na memória, além da poeira acumulando mais intensamente do que seria tolerável, tiro algumas vezes lições de mim para mim.
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
aiaiaiai...

Coisa rara, eu estar em algum lugar sem desejar movimento. Sem querer voltar para dar uma passada em casa e seguir para algum outro lugar. Estou aqui, na casa do André, onde me sinto imensamente à vontade, eu que sempre detestei calor, acostumei-me, em tres dias a derreter e até gostar disso. Eu que sempre detestei água fria, seja no mar ou em cachoeiras, (costumo amar contemplar, jamais entrar), tenho entrado no mar, penso até em aprender a surfar. Lógico que já vim aqui outras vezes. E a sensação é a mesma, porem cada vez mais forte. E nas duas últimas, meu poderoso carro-velho quebrou no caminho. Acho que ele também não quer voltar para lá. Bem, conformemo-nos, eu e o carrão, pois falta agora muito pouco para uma mudança definitiva. Assim espero, desejo e tenho providenciado, Amem.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Crônica sobre o quase nada

Sábado com sol e vento. Os sons habituais da vizinhança urbana, das ruas e da mata ao fundo da casa. O de sempre: carros e caminhões, crianças gritando em seus folguedos, bem-te-vis,sabiás, cambachirra, outros que não identifico, nem o som, nem a ave, apenas ouço e me deleito. Cigarras, grilos, sou uma privilegiada na vida. Mesmo os momentos de dor ou angustia, mesmo os grandes desesperos, foram até agora superados e tiveram alguma contrapartida. Deixando sequelas, é claro, algumas imperceptíveis, outras bastante graves, determinantes de quem me torno, com certeza. Pois é assim que venho crescendo, aos solavancos. Ah! não, a imagem que me ocorre não é uma senoidal, não há suavidade nas transições entre os extremos alcançados pela linha traçada, apenas transições súbitas, abismos, penhascos, despenhadeiros. Talvez por isso eu goste tanto de montanhas, espelho-me nelas, metáforas de minha vida. Tanto como Sísifo, as vezes Prometeu, outras, o Eremita; buscando a sabedoria, tentando alcançar Zaratustra, ora apenas uma caminhante. Sinto em suas faldas, as certezas que procuro e sei que não existem, e que se desprendem, rolam, como as rochas sob pés descuidados. Talvez por isso eu não encontre meu lugar, meu lar, não consiga fazer minha casa, me prendo, sem raizes, com gavinhas, e rompo, e sigo, e volto...
Não posso fugir pelas estradas, estou presa... a meu passado, a meus ancestrais, às minhas incertezas. Estou exclusivamente comigo mesma, sem disfarces, sem linhas de fuga, sem rotas de fuga, com linhas de rugas, mas não deveria ser sempre assim? Isso não deveria produzir lágimas ou dor! Tudo é temporário, transitório e, paradoxalmente, permanente e definitivo. O que voce se torna, as pegadas que voce deixa, como a sua historia e marcas deixadas na vida, nos outros, acabam se apagando. Vou me diluindo na imagem que produzo de mim. E quem sabe encontre alguma tranquilidade ou certeza.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
TAO

Não há dúvidas que o Universo mantem um estado de equilíbrio dinâmico, situando-se precària e firmemente entre os extremos, a dualidade, o yin/yang.
Estou em uma fase onde parece que o ... universo conspira contra mim. - onde escrevi universo, com minúscula, pensei em: criador, controlador, artesão (o grande), Princípio, - não encontrando um termo para a IDEIA, mas com certeza, algo no fundo de minha razão, mente, alma, rejeita o acaso como causa. Sim, porque no meu mundo, tudo deve ter uma ou multiplas causas. Aristotélico? Talvez. Ou, certamente! Mas é como sou capaz de perceber o mundo. Ou como fui treinada. Mesmo nesta fase, onde isso, um Inominável e Incompreensível está conspirando para testar meus limites, quem sabe levar-me algum outro estado de percepção, conhecido como loucura ou uso/abuso de drogas lícitas como ansiolíticos e antidepressivos... ihrc/esconjuro . Confio, (e nem sempre) que vou dar conta, afinal construi para mim um sistema de crenças que me ampara e até conforta, mesmo mantendo sempre uma postura crítica, talvez fundada numa ausência de fé. Então, creio na ÉTICA como movente ideal. Mas que algo conspira contra minha tranquilidade, isso é verdade. Poderia enumerar aqui, em longa lista, a sequência de circunstâncias que tem me envolvido, mas tenho tentado não falar muito do ruim, do mal. Existe uma expressão no conteúdo de uma doutrina que conheço, que diz que se deve evitar o "correio da má notícia", que é na verdade mais do que isso, trata-se de espalhar fofocas, mas trata também de divulgar e fazer crescer o mal através da divulgação dos atos maus. Como um fermento.
Aceitação com certa tranquilidade do que tem acontecido? Tá, pois eu não fui à Devon, à Findhorn, Escócia E Grécia? Um presente desses, traz consigo uma necessidade de compensação, de ponha-se no seu lugar, não perca a Concentração e, menos ainda, a Atenção. É necessário o equilíbrio. Então tá bom!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Fim de Ano, Ano Novo
(foto: Loch Ness, Scotland, 2009)Os netos foram para o Acre. Eu fiquei, e pior, ganhei prisão domiciliar, para cuidar da antiga carcereira de outros tempos. Volta, tudo volta, o eterno retôrno, seria esta a concepção de Nietzsche?
Eu pensava sèriamente que não teria que enfrentar esta passagem. Afinal, já fiz tanto por ela e pelos irmãos mais novos, tanto quanto pude, resisti ou fui capaz. Mais um pouco, até. Ao ponto de, atingida definitivamente, não conseguir superar as sequelas. Mas pensava ou desejava, talvez, estar fora disso. O carma, já assumira levar para uma próxima vida, tanto não tenho mais coragem de conviver, menos ainda de tentar resolver. Menos? Impossível, mesmo, estava num ponto bom para a vida futura, as emoções estavam mornas e nem tenho como acreditar que esta é uma excelente oportunidade que a Vida me dá para resolver, pois no ponto da estrada em que estou, só vislumbro um retrocesso, uma marcha-a-ré, uma derrapagem para tras. Não vejo possibilidades de suportar com dignidade, para mim e para ela. Prisioneira da torre, virei personagem de estórias de bruxas e fadas (onde encontro destas?)
Nem posso ir até algum jardim; de onde veio, as referências são de que põe a si e aos outros em risco. E eu fico mortalmente ferida quando presa a raízes ou quaisquer amarras.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Por que sumi?

Fora uma série de panes no meu sistema de acesso à rede, e que me acarreta uma certa dependência de outros - digo filhos, que teriam mais facilidade para resolver, mas que na verdade não tem tanta disponibilidade assim, então, permaneço de PC-Amiga, ou será PC-Inimiga, usando aparelhos que o nome já diz, serem "pessoais" o que sem duvida alguma me deixa constrangida. Mesmo quando se tratam de filhos, os proprietarios e usuarios das maquinas que venho usando, enquanto experimento o ser uma excluida-digital. E penso, o que é pior? Nunca ter experimentado? Hoje não me faria falta, eu não sentiria saudades dos amigos que fiz aqui. Mas tambem não teria experimentado esta vivencia, seria sem duvida, mais pobre e, talvez, menos carente. Necessario explicar? Mais pobre, com menos conhecimento. Carente, porque ao conhecer, passo a necessitar de mais daquilo que conheci. (Quando é bom ou eu gosto, lógico, né).
Mas sumi tambem porque outras necessidades se apresentaram. Entre elas, uma daquelas que foi teve que voltar, isto dá trabalho, preocupação, gera raiva dos responsáveis. Ou seria IRRESPONSÁVEIS? Mas tudo isso consome tempo, que já estava escasso. Raiva diminui sua capacidade de ação. Principalmente, quando teve que ficar contida, não pôde ser manifestada, até porque o evento já era esperado, de alguma forma, pois quem promoveu já tem história de criar confusão por egoismo ou vaidade. Pena. Podiam ter mudado a escrita da história, podiam ter se apresentado como seres éticos. Mas não, o que manda neste mundo, para a maioria das pessoas é o " dar-se bem" seja as custas de que ou quem. Em cargos publicos, seja na Família, os seres humanos repetem sempre seus padrões. Isso é a condição humana. Traição.
Sumi tambem porque foi necessário reconstruir parte de uma vida, em tempo exíguo, pois senão grandes danos decorreriam. E consegui. Ou, pelo menos, estou conseguindo. Equilibrar mais uma função para beneficio de outros. Mas confesso que enquanto faço, quem se beneficia sou eu, pois gosto muito de tudo isso.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Duvidas de hoje
Tenho o direito de ser paranóica? Posso desconfiar das verdades ditas pela mídia ou políticos, sem que me sinta um ser doente por isso? Como confiar em quem mente frequentemente? Posso evitar expor-me a situações de potencial risco quando dizem que não há risco algum? Se alguem me alerta sobre algo que eu desconhecia, é um sinal, ou puro nada a ver? Ignorar um aviso pode ser ignorancia ou falta de responsabilidade? Agir ou esquivar-me, o que me trará mais arrependimento?
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Quanta pretensão, achar que eu poderia apontar os caminhos mais fáceis, retirar as pedras das trilhas que voces terão que percorrer. Ao pretender isso, nessa minha arrogância, quem sabe terei acrescentado mais uma ou outra rocha que voces terão que ultrapassar. Já são todos capazes para as próprias escolhas. Mostrei meus mapas e caso queiram revê-los, é só sentar-se comigo, em alguma cadeira, ou banco, mesmo o do carro, enquanto seguimos alhures, quem sabe eu já tenha crescido o bastante para conseguir tambem ver os mapas de voces. Preciso tranquilizar-me. É fundamental reduzir a minha angústia ante as perspectivas dos caminhos que escolhem. Apenas abrir meus braços, no Amor de voces. E colocar-me a disposição, caso seja necessário. No caminho do meio. Descobrir verdadeiramente o TAO. A não ação. Apenas reação solicitada.
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Bom dia !
quinta-feira, 14 de maio de 2009
BOM DIA
( Estas, que me acompanham a décadas, posso levar aonde eu for)
E eu NÃO gosto mesmo quando descombinam qualquer coisa comigo em cima da hora, porque deixei de fazer outras coisas, fiz programação dependendo do combinado. Só aceito bem quando há motivo justo e não por futilidades. Estou brava mesmo. Aguardem!
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
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PROCURO UMA CLAREIRA, UMA OCARA, UM ESPAÇO, PARA ENCONTROS E TROCAS
BEM VINDO !
AQUI SEGUEM OS RELATOS DAS MINHAS AVENTURAS E DESVENTURAS, SÒZINHA OU COM MINHA FAMÍLIA ONDE MUITOS NÃO GOSTAM DA MATA OU DE MIM.
Reinício em 11/02/2011
Reinício em 11/02/2011




