Ainda existem palavras que engoli
que precisam ser gritadas
Sair de dentro do peito, do estômago,
dos poros e dos ouvidos !
Na (des)razão fermentadas
existem palavras para sair.
Para que se saiba.
Finalmente
.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A FUGA

Andarilhos são sempre cinzentos.
A sua frente e por onde passaram
ficou a trilha cinzenta, rodovia
como o rastro de uma lesma.
Grudaram na trilha, o infinito
na esperança de um fim.

Velhas chaminés,
antigas imagens
nestas paisagens,
falsos falos falidos
de um capitalismo
cinzento opulento
perpetuado perpetrado.

Colorem-se as pessoas,
colore-se a roupa,
deseja-se apagar com isso a miséria em que a terra se tornou.
(na estrada, em 31/05/2010)
.
O PONTO
sexta-feira, 11 de junho de 2010
PAULICÉIA

Na Tietê, São Paulo marginal,
morta
As majestosas negras aves
não estão aí, não existem,
não há o que livrar da decomposição
corpos cadáveres apodrecendo
dos cães mortos nas sarjetas,
em fila
Correm e ou arrastam-se
os morto-vivos humanos
presos em seus reluzentes sarcófagos
de lata.
Vivendo em metal
correndo em vão.
Pensam que sabem para onde.
Pensam que sabem por que.
Correm pelo cinza-sangue da Terra
sangue endurecido
para servir aos que não vivem.
Sem brilho
enganam-se pensando que
certamente lhes brilhará a vida,
o destino, a felicidade.
Esta tambem ja nasce morta.
No cinza-chumbo do céu azul
que encobre uma cinzenta cidade
colorindo-se os corpos,
vestimentas,
os sarcófagos e as paredes,
como se assim fizessem desaparecer
a tristeza da existência inútil.
Que pensa que viveu.
31/05/2010.
Nas estradas
.
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BEM VINDO !
AQUI SEGUEM OS RELATOS DAS MINHAS AVENTURAS E DESVENTURAS, SÒZINHA OU COM MINHA FAMÍLIA ONDE MUITOS NÃO GOSTAM DA MATA OU DE MIM.
Reinício em 11/02/2011
Reinício em 11/02/2011