sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Estranhos seres



Não tenho pratica com gatos. Sempre fui " cachorreira".  Desde bebê. Contavam-me meus avós que quando nasci, um cãozinho que pertencia ao meu avô, mudou-se de casa e foi ficar sob meu berço, selecionando com rosnados aqueles que podiam se aproximar de mim. Poucas vezes de minha vida fiquei sem cães. E frequentemente tinha mais de um, como legitima descendente do vô Miguel, Recentemente cheguei ao absurdo de ter 10, uma tremenda confusão, pois alguns se odiavam entre si, trabalheira, gastos com cercas dividindo quintal em casa alugada.
 Mas vim falar de gatos.  Já tive alguns em casa, mas sempre pertenciam a algum filho e minha relação com eles era apenas a de providenciar alimentos. Estrategicamente, já que haviam cães e se a gata desse bobeira, seria comida, ou brinquedo. Alguns sequer tiveram nome, ou, se os tinham, eu desconhecia. Eram " gato(a)" ou " branquinha", " preto".  Ah! Lembro do " Minduim ".
Uma grande amiga tem alguns poucos gatos e sempre que a visito, visito também os bichanos, alguns se chegam, outros de longe. Lembro-me sempre de minha bisavó materna, que amava os gatos e eu ao visitá-la tolerava aqueles seres que classificava de chatos se enroscando em minhas pernas. Tolerava, por amor à Vó Petronilha. Tão velhinha, tão lúcida e inteligente, moderna. Foi a única pessoa que não crucificou minha mãe quando esta teve a ousadia de separar-se. Por coisas assim, aceitava seus gatos em meu colo.
 Estes bichos passaram a entrar em minha vida por serem predadores naturais de camundongos.
Acontece que na casa de um filho e sua família, surgiu uma gata. Jaguatirica, disseram. Arisca, medrosa.  E  certo  tempo depois, outro. Minha nora, que entende desses seres afirmou  ser o segundo um macho. Meu filho  foi viajar e me pediu para dar uma ajuda no pomar, rega, coisas assim, que agora inclui alimentar os bichanos. Que simplesmente devem estar me achando o máximo, ou interesseiros como se diz que são os gatos, percebendo que eu distribuo a ração, me seguem como cachorrinhos. A branca sequer tem medo dos respingos de água da mangueira. Quando fica forte, sacode, sacode  e volta a me ...usar. E eu sigo experimentando mais essa. Decidi chamá-los  YIN  e  YANG, embora o macho preto seja meiomuito pachorrento para yang, mas...



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AQUI SEGUEM OS RELATOS DAS MINHAS AVENTURAS E DESVENTURAS, SÒZINHA OU COM MINHA FAMÍLIA ONDE MUITOS NÃO GOSTAM DA MATA OU DE MIM.

Reinício em 11/02/2011